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Setor gráfico discute sustentabilidade

Representantes das principais empresas do setor gráfico brasileiro estiveram reunidos no auditório da Editora Abril para debater questões sustentáveis e buscar soluções para os problemas que o segmento enfrenta na tentativa de diminuir os impactos sócio-ambientais de suas operações
 
Bruna Coelho
Claudio Baronni (no destaque), diretor de Projetos da presidência executiva, lembrou que as verdadeiras transformações ocorrem no chão da fábrica, com os funcionários mais simples
 

Meire Fidelis, diretora de Relações Corporativas, abriu o encontro sobre sustentabilidade que aconteceu no início do mês de maio, no auditório da Editora Abril, apresentando o que a empresa tem feito em prol da sustentabilidade. Em seguida, Sérgio Esteves, consultor do Grupo Abril em Negócios Sustentáveis, comentou a importância do encontro e apontou o alinhamento do setor como fator crucial para o surgimento de resultados.Claudio Baronni, diretor de Projetos da presidência executiva, completou: "esse tipo de discussão é importante, entretanto, não devemos esquecer que as transformações ocorrem no chão da fábrica, com os funcionários mais simples. Por isso, precisamos focar neles", argumentou. Para Silvio Roberto Isola, presidente do Conselho Diretivo da ABTG (Associação Brasileira de Tecnologia Gráfica), existem muitas dúvidas sobre o que realmente é sustentabilidade, pois algumas gráficas acreditam que a poluição está apenas nas fumaças das chaminés. Já Roberta Simonetti, coordenadora do Programa de Sustentabilidade Empresarial do GVces (Centro de Estudos em Sustentabilidade da Fundação Getulio Vargas), destacou a importância do Programa Brasileiro do GHG Protocol (Greenhouse Gas Protocol), que é um protocolo assinado voluntariamente por empresas dispostas a encontrar meios para diminuir os níveis de gases de efeito estufa emitidos direta ou indiretamente por suas operações e da qual o Grupo Abril é um dos membros fundadores.

No final do debate, Zoraide Carnicel, gerente da Divisão de Coordenação de Câmaras Ambientais da CETESB (Companhia Ambiental do Estado de São Paulo), reafirmou a necessidade de uma maior sinergia do setor. "Não dá para trabalhar sozinho. É preciso fazer em conjunto", defendeu. Zoraide também encabeçou, ao lado de Baronni, a criação de encontros regulares entre as empresas da área gráfica. "Devemos ampliar o debate. Se não fizermos nada, ninguém fará por nós", concluiu. 

Francisco Passarelli

Gerência de Comunicação
17/05/2010

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