Histórico

Quando a Abril Print foi inaugurada, em 1950, a única revista da Abril Print era O Pato Donald, que não exigia grandes esforços de produção. E mesmo após o lançamento de Capricho, em 1952, a demanda interna não chegava a ocupar os 40% a ela destinados. A Abril Print chamava-se SAIB, Sociedade Anônima Impressora Brasileira, e funcionava no edifício de uma velha fundição na rua Nova dos Portugueses, no bairro de Santana, em São Paulo. Possuía uma linotipo, duas cortadeiras de papel, uma impressora de duas cores e uma grampeadeira. A primeira máquina que importou foi a Webendorfer, que começou a imprimir em cores O Pato Donald. Ao parar de funcionar, em 1984, tinha produzido 2 bilhões de cadernos - imprimia 160 mil páginas por hora. Sua mais moderna sucessora, a Cerutti VI, faz nesse mesmo tempo 2,9 milhões de páginas.

Em 1964, inauguraram-se as novas instalações, num terreno às margens do rio Tietê. Enchentes periódicas obrigavam os funcionários a chegar em ônibus especiais até a porta e a pisar em estrados de madeira. E os solventes usados para a rotogravura exalavam um cheiro fortíssimo, que só desapareceu há poucos anos, com exaustores e ventiladores potentes. O técnico austríaco Ignaz Johan Sessler, que chegou ao país quando a fábrica Planeta, para a qual trabalhava, exportou duas máquinas para o Brasil, foi quem estruturou a Abril Print em suas novas instalações. Sessler comprou na Itália, em 1958, a primeira impressora Cerutti e treinou pessoal para trabalhar com ela. Em 1959, criou uma escola de aprendizes gráficos que mais tarde serviu de modelo para o centro de treinamento do Senai e ajudou a difundir uma cultura gráfica no Brasil. 

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